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Mostrando postagens de maio, 2017

Quando dói

Às vezes minhas escolhas doem no peito. Às vezes o coração fica do tamanho de uma ervilha, bem engelhada. O peito aperta, o nariz coriza e levanto a cabeça. Tento ficar perto quando estou longe, mas quando estou perto permaneço longe. É muita coisa, eu sei. É culpa minha, eu sei. Culpa dessa minha mania de querer abraçar o mundo com as pernas, os braços e os dedos. Culpa dessa minha mania de colocar uma coisa na cabeça e lutar até o fim por ela. E dói. Dói aquela dor que faz a gente crescer, ficar mais forte, reconhecer que somos falhos e que nunca podemos estar em três lugares ao mesmo tempo. Fisicamente, podemos em dois - sim, podemos. Mas quando falamos da alma, só podemos estar em um. É por isso que dói: eu não fui feita pra olhar pra o trilho sem admirar a paisagem, sem olhar pra trás e querer ver o detalhe daquela árvore que sumiu com a pressa do trem, sem olhar pra frente buscando o que tem de novo no horizonte. São tantos livros, são tantas vivências: são experiências únicas